A recente viagem à África foi o tema central da reflexão do Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 29. Diante dos fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice falou sobre sua visita apostólica a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial entre os dias 13 e 23 deste mês.
O Santo Padre assinalou que, desde o início do seu pontificado, desejava visitar o continente africano. “Agradeço ao Senhor que me permitiu realizá-la, como pastor, para encontrar e encorajar o povo de Deus; e também vivê-la como uma mensagem de paz em um momento histórico marcado por guerras e por graves e frequentes violações do direito internacional”, expressou.
Recordando cada um dos países que visitou, Leão XIV começou pela Argélia, a terra de Santo Agostinho. “Vi-me, por um lado, a partir das raízes da minha identidade espiritual e, por outro, a atravessar e a fortalecer pontes muito importantes para o mundo e para a Igreja de hoje: a ponte para a era fecunda dos Padres da Igreja; a ponte para o mundo islâmico; a ponte para o continente africano”, declarou.
No país de maioria muçulmana, o Papa afirmou que foi acolhido com respeito e cordialidade — uma experiência que mostra ao mundo como é possível conviver como irmãos, mesmo de religiões diferentes, se todos se reconhecem como filhos do mesmo Pai misericordioso.
Camarões
Os três países seguintes, prosseguiu o Pontífice, são compostos por populações majoritariamente cristãs. Neles, o Santo Padre mergulhou “em um ambiente de celebração da fé, de acolhimento caloroso, fomentado também pelos traços típicos africanos”.
“A minha visita a Camarões permitiu-me reforçar o meu apelo para trabalharmos em conjunto pela reconciliação e pela paz”, prosseguiu Leão XIV, “porque este país também está, infelizmente, marcado por tensões e violência”. De forma especial, lembrou sua visita a Bamenda, onde incentivou a colaboração pela paz.
Lá, o Papa recordou que é necessário distribuir a riqueza de forma justa e dar espaço aos jovens para vencer a corrupção, promover o desenvolvimento integral e sustentável e combater as diversas formas de neocolonialismo. “Agradeço à Igreja dos Camarões e a todo o povo camaronês, que me acolheram com tanto amor, e rezo para que o espírito de unidade manifestado durante a minha visita se mantenha vivo e oriente as decisões e ações futuras”, exprimiu.
Angola e Guiné Equatorial
O Pontífice descreveu a Angola, terceira etapa de sua viagem, como um vasto país que, assim como muitas nações africanas, atravessou um período turbulento após a conquista da independência. “No cadinho desta história, Deus guiou e purificou a Igreja, convertendo-a cada vez mais ao serviço do Evangelho, do progresso humano, da reconciliação e da paz — uma Igreja livre para um povo livre”, indicou.
Por fim, o Santo Padre recordou sua passagem pela Guiné Equatorial. “Com a sabedoria da tradição e a luz de Cristo, o povo equato-guineense tem superado as vicissitudes da sua história e, nos últimos dias, na presença do Papa, renovou com grande entusiasmo a sua determinação de caminhar em conjunto rumo a um futuro de esperança”, salientou.
“Queridos irmãos e irmãs, a visita do Papa é uma oportunidade para os povos africanos fazerem ouvir as suas vozes, expressarem a alegria de serem povo de Deus e a sua esperança num futuro melhor, um futuro digno para cada um de nós e para todos. Estou feliz por lhes ter dado esta oportunidade e, ao mesmo tempo, agradeço ao Senhor o que deram a mim, uma riqueza inestimável para o meu coração e para o meu ministério”, concluiu Leão XIV.
Fonte: Canção Nova







