O segundo compromisso de Leão XIV em Annaba, nesta terça-feira (14/04), após a visita ao sítio arqueológico da antiga cidade de Hipona, onde viveu Santo Agostinho, foi na Casa de acolhimento das Pequenas Irmãs dos Pobres, dedicada ao acolhimento e à assistência de idosos necessitados ou sem família, incluindo muçulmanos.
Situada na colina de Annaba, chamada Lala Bouna, ao lado da Basílica de Santo Agostinho, a estrutura é administrada por cinco religiosas da Congregação das Pequenas Irmãs dos Pobres, com o apoio de funcionários e voluntários. Atualmente, cerca de quarenta hóspedes — mulheres e homens, em sua maioria muçulmanos — vivem na casa, que também dispõe de uma pequena mesquita e uma capela, expressão concreta de convivência e respeito inter-religioso. A instituição se mantém, em grande parte, graças à solidariedade dos habitantes locais.
Após ser acolhido pela Superiora da comunidade, irmã Philomena Peter, o Papa encontrou-se com os residentes, as religiosas e os colaboradores da casa. O momento incluiu um canto de boas-vindas, as palavras da Madre Superiora, o testemunho do Arcebispo emérito de Argel, dom Paul Desfarges, e o relato de um residente muçulmano, o senhor Salah Bouchemel.
“Onde há amor e serviço, aí está Deus”
Em sua saudação, o Santo Padre agradeceu o acolhimento recebido: “Estou contente porque aqui habita Deus, pois onde há amor e serviço, aí está Deus”. Em seguida, expressou reconhecimento às religiosas e a todos os colaboradores. O Papa destacou o testemunho oferecido durante o encontro, em particular o do residente muçulmano, definindo-o como “lindo e consolador”. E contemplando a realidade vivida na casa, afirmou: “Creio que o Senhor, do Céu, ao ver uma casa como esta, onde se procura viver juntos em fraternidade, poderá pensar: afinal, há esperança!”. Em seguida, recordou as feridas do mundo atual:
“O coração de Deus está destroçado pelas guerras, pela violência, pelas injustiças e pelas mentiras. Mas o coração do nosso Pai não está com os malvados, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os pequenos e os humildes.”
O Reino de Deus no cotidiano
Por fim, Leão XIV sublinhou ainda que é precisamente nesse testemunho simples que o Reino de Deus cresce: Ele “faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia”, por meio do serviço cotidiano, “na amizade, no viver juntos”. Ao final da visita, após a troca de presentes e um canto conclusivo, o Papa saudou pessoalmente um grupo de idosos residentes.
Fonte: Vatican News







