O Papa Leão XIV presidiu a Santa Missa nesta quarta-feira, 22, na Basílica da Imaculada Conceição, em Mongomo, na Guiné Equatorial, quarta e última etapa de sua viagem apostólica internacional ao continente africano. A basílica é considerada o maior edifício religioso da África Central e o segundo maior de toda a África, atrás apenas da Basílica de Nossa Senhora da Paz, em Yamoussoukro, na Costa do Marfim. Em estilo neogótico e inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma, a igreja tornou-se símbolo de orgulho nacional e devoção religiosa, atraindo peregrinos e visitantes. A Imaculada Conceição é a padroeira da Guiné Equatorial.
“A Eucaristia abarca verdadeiramente todo o bem espiritual da Igreja: é Cristo, nossa Páscoa, que se entrega a nós; é o Pão vivo que nos sacia; é a presença que nos revela o amor infinito de Deus por toda a família humana e o seu vir ao encontro de cada mulher e cada homem, ainda hoje”, disse o Santo Padre no início da homilia.
Leão XIV afirmou estar feliz por celebrar a Santa Missa com o povo de Deus da Guiné Equatorial e agradecer ao Senhor pelos 170 anos de evangelização no país. Segundo ele, a ocasião foi propícia para recordar todo o bem realizado por Deus e expressar gratidão aos missionários, missionárias, sacerdotes diocesanos, catequistas e fiéis leigos que dedicaram a vida ao serviço do Evangelho.
De acordo com o Pontífice, esses homens e mulheres acolheram as expectativas, interrogações e feridas do povo equato-guineense, iluminando-as com a Palavra de Deus e tornando-se sinal do amor divino no meio deles. “Com o seu testemunho de vida, colaboraram para o advento do Reino de Deus, não temendo sofrer pela sua fidelidade a Cristo”, frisou.
Continuidade da missão
Nesta perspectiva, o Papa ressaltou que todos são chamados, hoje, a dar continuidade ao caminho traçado pelos missionários, pastores e leigos que os precederam. Segundo ele, isso exige empenho pessoal e total entrega, para que a fé celebrada nas comunidades e liturgias alimente também as obras de caridade e a responsabilidade com o próximo.
“Este compromisso exige perseverança, requer muito esforço e, por vezes, sacrifício, mas é o sinal de que somos verdadeiramente a Igreja de Cristo”, sublinhou. Leão XIV acrescentou que, mesmo diante de dificuldades pessoais, familiares e sociais, os fiéis podem confiar na ação do Senhor. Segundo ele, Deus não privará seus filhos dos sinais de sua presença e será para todos “o Pão da vida”, capaz de saciar a fome de futuro, esperança, justiça, paz e fraternidade.
“Não se trata de um futuro desconhecido, que devemos aguardar de forma passiva, mas de um futuro que nós próprios, com a graça de Deus, somos chamados a construir”, afirmou.
Desenvolvimento e bem comum
O Pontífice destacou que o futuro da Guiné Equatorial passa pelas escolhas de seu povo, pela responsabilidade compartilhada e pelo compromisso em proteger a vida e a dignidade de cada pessoa. Por isso, pediu que todos os batizados se sintam envolvidos na evangelização, tornando-se apóstolos da caridade e testemunhas de uma nova humanidade.
O Santo Padre também encorajou os católicos a participarem, com a luz e a força do Evangelho, do desenvolvimento integral, da renovação e da transformação do país. “Porque são tantas as riquezas naturais com que o Criador vos dotou, exorto-vos a colaborar para que elas possam ser uma bênção para todos”, disse.
Leão XIV desejou ainda que cresçam espaços de liberdade e que a dignidade humana seja sempre preservada, recordando especialmente os mais pobres, as famílias em dificuldade e os presos, muitos dos quais vivem em condições sanitárias preocupantes.
Por fim, afirmou que “são necessários cristãos que tomem em suas mãos o destino da Guiné Equatorial” e incentivou os fiéis a não terem medo de anunciar e testemunhar o Evangelho. “Sede vós os construtores de um futuro de esperança, de paz e de reconciliação, continuando a obra que os missionários iniciaram há 170 anos”, concluiu, confiando o povo à intercessão da Imaculada Conceição.
Fonte: Canção Nova






