O ostensório que será colocado no altar da praça Cibeles antes da procissão de Corpus Christi em Madri, capital da Espanha, tem cerca de cinco séculos de história e, curiosamente, pertence à prefeitura da capital.
Depois da comunhão, o papa Leão XIV vai colocar uma hóstia consagrada no ostensório processional da prefeitura de Madri, vai rezar a oração litúrgica correspondente, vai incensar o Santíssimo Sacramento e dará início à solene procissão eucarística.
Está previsto que o papa Leão XIV leve o Corpo de Cristo num ostensório separado ao longo do percurso planejado, mais curto do que o habitual, passando pela rua de Alcalá até o cruzamento com a Gran Vía e voltando a Cibeles.
Depois do término da procissão, o papa vai incensar novamente o Santíssimo Sacramento e proferirá a oração correspondente, depois dará a bênção aos presentes, segurando o ostensório em suas mãos.
O ostensório processional foi encomendado no século XVI pelo Conselho de Madri para a Solenidade de Corpus Christi, no reinado do imperador Filipe II, que havia transferido sua corte para Madri.
O ostensório municipal, feito de prata, parcialmente dourado, é composto por três peças: a liteira, o ostensório fixo e o ostensório portátil.
Entre 1568 e 1574, o ourives Francisco Álvarez esculpiu as duas primeiras peças, nas quais se pode apreciar um estilo renascentista, com formas arquitetônicas clássicas adornadas com motivos eucarísticos e bíblicos, como espigas de trigo, uvas, profetas ou anjos, junto com outros que representam diferentes figuras humanas.
O grande dossel externo que forma a plataforma tem oito colunas coríntias e figuras proeminentes dos quatro Evangelistas e de Cristo Salvador. No interior, o grande ostensório, em forma de dossel duplo, está inserido no dossel. Sua base é esculpida com quatro cenas da Paixão de Cristo: a Última Ceia, o Lava-pés, a Agonia no Jardim e a Prisão. Acima delas, está a figura de Cristo Ressuscitado.
Dentro do ostensório, rodeado por anjos tocando instrumentos, fica o ostensório de sol, ou o ostensório portátil, obra de Francisco Moratilla, do século XIX.
A coleção passou por um minucioso processo de restauração e limpeza. Desde então, está guardada no Museu de História de Madri, sob uma cúpula de vidro protetora.
Fonte: ACI Digital








