O Papa Leão XIV chega à Espanha neste sábado, 6, para uma visita pastoral de seis dias ao país. Um dos principais momentos da viagem será a celebração da Santa Missa na Basílica Sagrada Família, em Barcelona, no dia 10 de junho, quando ele irá inaugurar o ponto mais alto da basílica: a torre central, chamada de “Torre de Jesus Cristo”. Leão XIV será o terceiro Pontífice a visitar o local. Em 2010, a Igreja foi visita por Bento XVI e, em 1982, por João Paulo II.
O templo conquistou o título de igreja mais alta do mundo, em outubro do ano passado, após a instalação de uma parte da torre central. Na ocasião, registrava a altura de 162,91 metros. Agora, com a conclusão da “Torre de Jesus Cristo”, a igreja atinge a marca de 172,5 metros de altura.
A data da visita de Leão XIV recorda o centenário da morte de Antoni Gaudí, arquiteto que idealizou a basílica e foi declarado Venerável pela Igreja em abril de 2025.
Beleza e originalidade
A igreja começou a ser construída há 144 anos e está em fase de finalização. Em 2010, Bento XVI fez a consagração do Altar central, marcando a inauguração oficial do culto religioso no templo, e a instituiu como basílica menor.

Desenho original do projeto, em 1882, e construção do campanário na fachada da Paixão, em 1976 / Fotos: Site oficial da Basílica
Nesta ocasião, Bento XVI ressaltou a beleza surpreendente do local. “Com a sua obra, Gaudí mostra-nos que Deus é a verdadeira medida do homem. Que o segredo da originalidade autêntica está, como ele próprio dizia, em voltar à Origem, que é Deus. Ele mesmo, abrindo assim o seu espírito a Deus, foi capaz de criar nesta cidade um espaço de beleza, de fé e de esperança, que leva o homem ao encontro com Aquele que é a Verdade e a própria Beleza”, afirmou.
Cinco gerações já testemunharam a evolução da Igreja. Inicialmente, o projeto havia sido desenhado com estilo neogótico, mas, ao assumir a obra em 1883, Antoni Gaudí deu nova direção ao projeto, com uma arquitetura mais modernista. A Igreja foi projetada para ter três grandes fachadas: da Natividade (primeira a ser iniciada em 1891), da Paixão (iniciada em 1954) e da Glória (iniciada em 2002). Quando Gaudí faleceu, em 1926, apenas a primeira torre estava construída. Quando estiver finalizado, o templo terá 18 torres, cada um com uma altura e significados específicos.
As 12 torres menores representam os 12 Apóstolos e estão localizadas sobre as três fachadas; as quatro torres Intermediárias representam os quatro Evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João); a Torre da Virgem Maria, ergue-se a 138 metros de altura e é iluminada por uma grande estrela. E a Torre de Jesus Cristo fica no centro com uma cruz de quatro braços no topo, simbolizando Cristo como a luz do mundo.
Detalhes do interior da basílica
O interior da basílica é repleto de símbolos e referências litúrgicas. As três entradas simbolizam as três virtudes teologais (fé, esperança e caridade). Destacam-se ainda 36 colunas, as quatro centrais simbolizam os evangelistas e as restantes representam os 12 apóstolos, os cinco continentes, e as dioceses e arquidioceses espanholas.
Os vitrais coloridos, dispostos de forma estratégica para permitir a iluminação solar ao longo do dia e com tons diferentes. Próximo à fachada da Natividade, eles têm tons mais frios (azul/verde) representando o amanhecer, enquanto na fachada da Paixão, as cores são quentes (vermelho/laranja) para simbolizar o pôr do sol e a paixão de Cristo. As obras no interior da basílica continuarão até 2028.

Efeito da luz solar nos vitrais da Basílica Sagrada Família / Fotos: Site oficial da Basílica
As janelas da basílica exibem mais de 750 nomes de santuários, santos e santas, bispados e cidades santas de todos os continentes, distribuídos em 14 janelas situadas nas paredes laterais.
Na cripta, localizada abaixo do altar principal, está sepultado o corpo de Antoni Gaudí, que dedicou a maior parte de sua vida a esse projeto. O subsolo abriga ainda o museu da basílica.
Fonte: Canção Nova








