O arcebispo de Natal, dom João Santos Cardoso pediu orações dos fiéis para que o processo de beatificação e canonização do padre João Maria Cavalcanti de Brito, conhecido como “anjo de Natal”, “possa chegar nas fases seguintes” até ele “ser reconhecido santo”. Por meio de um vídeo ele pediu contribuição financeira dos diocesanos para o custeio do processo.
“Conto com a sua oração, E conto com a sua ajuda”, disse dom João Cardoso, destacando que “o processo de canonização” do padre João Maria “já se encontra na fase romana”.
João Maria Cavalcanti de Brito nasceu em 23 de junho de 1848 na Fazenda Logradouro, zona rural do município de Caicó, hoje Fazenda Três Riachos, no município de Jardim de Piranhas, região Seridó do Rio Grande do Norte. Foi ordenado padre no Ceará, em 30 de novembro de 1871. Atuou em vários municípios do Rio Grande do Norte e era conhecido como o “anjo de Natal”, por seus trabalhos com os mais necessitados. Ele também ajudou no combate à seca e na luta contra a epidemia de varíola. Ele morreu de varíola, em 16 de outubro de 1905.
Seu processo de beatificação foi aberto pela arquidiocese de Natal (RN). Segundo a arquidiocese, o início dos trâmites entre a arquidiocese e a Santa Sé aconteceu em 2002, mas somente em 2004, a causa do sacerdote foi iniciada e com isso, ele recebeu o título de servo de Deus.
A causa do servo de Deus entrou na fase romana Em 17 de outubro de 2024, quando o postulador da causa de beatificação do servo de Deus, frei Jociel Gomes, entregou ao Dicastério para as Causas dos Santos, da Santa Sé, toda a documentação referente às virtudes heroicas do padre João Maria, incluindo depoimentos e relatos de graças alcançadas por sua intercessão, recolhidos durante todas as fases diocesana e arquidiocesana do processo.
Com a entrega dos documentos, o Dicastério verifica se o processo transcorreu de acordo com as normas da Santa Sé e, em seguida, nomeia um relator responsável por acompanhar a elaboração da positivo, um documento no qual reúne a biografia devidamente fundamentada do candidato a venerável, bem como testemunhos sobre sua vida, evidenciando a prática das virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e das virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança).
Se a positio for aprovada, constituem-se duas comissões: uma histórica e outra teológica. Cada qual é composta por nove membros, sendo necessária a aprovação de ao menos sete. Em seguida, a causa é submetida a um congresso de bispos e cardeais, que também devem, em sua maioria, manifestar parecer favorável. Cumpridas todas essas etapas, a causa é apresentada ao papa e, com o reconhecimento das virtudes heroicas pela Santa Sé, o candidato é proclamado venerável.
Fonte: ACI Digital






