O papa Leão XIV disse que o ministério sacerdotal na Igreja ser confiado só a homens é compreendido à luz da sucessão apostólica.
Na catequese, dedicada à constituição dogmática Lumen gentium, do Concílio Vaticano II, o papa disse que a Igreja “encontra o seu fundamento nos Apóstolos, desejados por Cristo como colunas vivas do seu Corpo místico”.
Ele disse que a Igreja tem uma “dimensão hierárquica que age ao serviço da unidade, da missão e da santificação de todos os membros”, e que não responde a uma mera construção organizacional, mas a uma instituição de origem divina.
O papa disse que os apóstolos, como “testemunhas autorizadas da ressurreição de Jesus (cf. At 1, 22; 1 Cor 15, 7)”, receberam de Cristo a missão de ensinar, santificar e guiar, e que essa incumbência “é transmitida a homens que, até ao regresso de Cristo, continuam a santificar, dirigir e ensinar a Igreja ‘graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral’ (Catecismo da Igreja Católica, nº 857)”.
Essa transmissão, disse ele, é a base da sucessão apostólica e do sacramento da ordem, que se articula em três graus: diaconato, presbiterato e e diaconato.
O capítulo III da Lumen gentium, dedicado à constituição hierárquica da Igreja diz que essa estrutura “não é uma construção humana”, mas o caminho desejado por Cristo para perpetuar Sua missão na história.
Diferença essencial do sacerdócio ministerial
O papa disse que o Concílio Vaticano II ensina que o sacerdócio ministerial ou hierárquico “difere essencialmente e não só em grau” do sacerdócio comum dos fiéis, embora tenha dito que os leigos também participam do único sacerdócio de Cristo.
O ministério ordenado é conferido aos que recebem o poder sagrado para o serviço na Igreja, em continuidade com a missão apostólica originalmente confiada aos doze.
Essa ligação com os apóstolos — escolhidos por Cristo dentre os homens — é o fundamento teológico que mostra por que na Igreja o sacerdócio ministerial é reservado aos homens, em fidelidade à Tradição e ao mandato recebido.
Essa ligação com os apóstolos — escolhidos por Cristo dentre os homens — é o fundamento teológico que mostra por que na Igreja o sacerdócio ministerial é reservado aos homens, em fidelidade à Tradição e ao mandato recebido.
Um serviço que nasceu da caridade
O papa disse que essa estrutura hierárquica deve sempre ser entendida como serviço. Citando o ensinamento conciliar, ele disse que a tarefa confiada aos pastores “é um verdadeiro serviço”, que a Sagrada Escritura chama de diaconato.
Ele também citou o papa são Paulo VI, que definiu a hierarquia como uma realidade “«nascida da caridade de Cristo para realizar, difundir e garantir a transmissão intacta e fecunda do tesouro de fé, exemplos, preceitos e carismas, deixado por Cristo à sua Igreja» (Alocução, 14 de setembro de 1964, in Acta Synodalia III/1, 147)”.
Apelo por novos sacerdotes
Na parte final de sua catequese, o papa estendeu um convite aos fiéis para que rezem pelas vocações sacerdotais.
“Prezadas irmãs e irmãos, oremos ao Senhor a fim de que envie à sua Igreja ministros que sejam ardentes de caridade evangélica, dedicados ao bem de todos os batizados, e missionários intrépidos em todas as partes do mundo”, exortou ele.
Fonte: ACI Digital








