No domingo, 22 de março, o salão de festas do Parque do Povo “Roberto Nasraui” recebeu o Retiro de Mulheres, que reuniu participantes para um dia de oração e reflexão. Com o tema “Levanta-te e anda”, o encontro foi marcado por palavras de encorajamento e pela busca de renovação na caminhada de fé.
A programação contou com Rosanna Souza e seu ministério de música, a a participação da pregadora Dijanira da Canção Nova e foi encerrada com a Santa Missa presidida pelo padre Alberto Gambarini.
O retiro levou as mulheres a refletirem sobre tantas situações que, ao longo da vida, acabam enfraquecendo o coração e roubando a força para continuar. Mesmo quando a caminhada parece difícil e marcada por desânimo, tristeza, feridas e cansaço interior, Jesus continua vindo ao encontro de cada pessoa com uma palavra capaz de reerguer. O tema foi apresentado como um chamado profundo à restauração da alma, à retomada da esperança e à coragem de não permanecer caída diante das dores e lutas da vida. Cristo não abandona quem sofre, mas se aproxima, toca as fragilidades humanas e conduz para uma vida nova, marcada pela confiança, pela alegria e pela certeza de que sempre é possível recomeçar quando se caminha na presença de Deus.
O retiro teve início com a animação e pregação da Rosanna Souza, que deixou uma reflexão profunda sobre a necessidade de confiar nos caminhos de Deus, mesmo quando eles pedem renúncia e coragem.
Em sua fala, ela recordou que muitas vezes é preciso aprender a acolher a vontade do Senhor também nas situações que não foram planejadas. “Eu quero estar contente com o que Deus fizer, porque o que Deus fizer eu tenho que aprender a querer também”, afirmou. Ao abordar sobre feridas, desânimos e paralisias interiores, Rosanna reforçou que Jesus continua pronto para agir, mas espera uma resposta concreta de quem deseja recomeçar. “Jesus sempre quer, mas a gente precisa se posicionar”, disse, ao reforçar que a vida espiritual pede movimento, entrega e abertura para uma alegria que só Deus pode dar.
Em seguida, a pregadora Dijanira da Canção Nova, conduziu uma reflexão centrada na decisão pessoal de responder ao chamado de Deus. Ela destacou que, mesmo sem controlar tudo o que acontece, cada mulher pode escolher como caminhar diante das situações da vida. “Minhas irmãs, nós somos responsáveis pelas nossas escolhas. Muitas coisas acontecem sem nós termos controle, mas podemos escolher como lidar com o que marca a nossa história. Hoje você pode escolher se levantar e dar passos na direção dos planos de Deus. ‘Levanta-te e anda’ é uma ordem de Deus para mim e para você”, afirmou. Ao meditar a passagem de Atos dos Apóstolos, Dijanira ressaltou que Deus continua chamando cada pessoa a sair da paralisia interior e avançar com coragem, confiando que o Senhor oferece mais do que aquilo que muitas vezes se espera.
Em um dos momentos mais marcantes do retiro, cada mulher recebeu uma carta, enquanto Dijanira conduzia a oração e ajudava as participantes a acolherem, de forma íntima, aquilo que Deus desejava comunicar a cada coração. Entre as mensagens, uma dizia: “Levanta-te. Não porque a dor acabou, mas porque Eu estou aqui. O caminho continua, mas agora você não caminha mais sozinha”.
Encerrando o retiro, a Santa Missa presidida pelo padre Alberto retomou com profundidade o chamado à vida nova que marcou toda a programação do dia. Em sua homilia, ele destacou que há pessoas que seguem vivendo por fora, mas carregam por dentro um cansaço profundo, sem alegria e sem esperança. “Você já se sentiu por dentro como um túmulo fechado? Sem esperança, sem vida? Como se algo tivesse morrido dentro de você? A Palavra de Deus hoje vem com uma força que não aceita a morte como última palavra”, afirmou. Ao refletir sobre a ação de Deus nas dores humanas, o sacerdote recordou que o Senhor não ignora o sofrimento, mas entra nele para levantar, restaurar e reacender a vida onde parecia não haver mais saída.
Ao fim do retiro, muitas mulheres deixaram o Parque do Povo renovadas na fé, fortalecidas na esperança e dispostas a se levantar para seguir com mais confiança, à luz do chamado vivido ao longo de todo o dia.



