Nesta sexta-feira, 11 de setembro, completam-se 25 anos desde os ataques terroristas ao World Trade Center, em Nova York, e outras regiões dos Estados Unidos. Ao todo, os atentados provocaram quase três mil mortes e uma ferida profunda na história americana e da humanidade.
Naquele dia, o então Papa João Paulo II encontrava-se em Castel Gandolfo quando soube dos ataques terroristas, informado por telefone pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Abalado com o ocorrido, o Pontífice se recolheu, em oração, na capela do Palácio Apostólico.
Em seguida, o Santo Padre enviou um telegrama de pesar e proximidade ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Em suas breves palavras, falou de um “horror indescritível”, definindo os atentados terroristas como “desumanos” e aquele momento histórico como “sombrio e trágico”.
São João Paulo II e padre Robert Prevost, futuro Leão XIV
No dia seguinte, uma quarta-feira, realizou-se a Audiência Geral na Praça São Pedro. A pedido do Papa, não há aplausos; os fiéis permanecem em um silêncio respeitoso. “Ontem foi um dia sombrio na história da humanidade, uma terrível afronta à dignidade do homem”, expressou João Paulo II.
Enquanto isso, naquelas mesmas horas, em Roma, aconteceu o 180º Capítulo Geral Ordinário da Ordem de Santo Agostinho. Entre os participantes esteve o padre Robert Francis Prevost, norte-americano, que dias depois foi eleito prior-geral. Coube a ele presidir, no dia 21, a Missa que encerrou o encontro, na igreja de Santa Maria del Popolo.
“Não podemos deixar de recordar os trágicos acontecimentos que, em 11 de setembro, abalaram os Estados Unidos”, afirmou na homilia. “O ódio e a violência continuarão a aumentar enquanto existirem tantas pessoas obrigadas a viver em extrema pobreza, oprimidas por tantas formas de injustiça”, denunciou.
Um ano depois, na Audiência Geral de 11 de setembro de 2002, o Papa recordou “o atroz atentado”, o desabamento das Torres Gêmeas e as vidas de tantos inocentes tragadas pelos escombros. Com firmeza, reafirmou que “o terrorismo é e será sempre uma manifestação de ferocidade desumana” e que “a opressão, a violência armada e a guerra são escolhas que semeiam e geram apenas ódio e morte”.
Bento XVI
A paz invocada por João Paulo II ganhou força na oração de seu sucessor, Bento XVI. Em 20 de abril de 2008, durante sua viagem apostólica aos Estados Unidos, o Pontífice alemão visitou o Ground Zero.
Em silêncio, o Santo Padre acendeu uma vela em memória das vítimas, ajoelhou-se e pediu ao Senhor que “leve a paz a um mundo violento” e conceda à humanidade “a sabedoria e a coragem de trabalhar incansavelmente por um mundo no qual a paz e o amor autênticos reinem entre as nações e nos corações de todos”.
Em 2011, quando os ataques completaram dez anos, Bento XVI enviou uma carta ao presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos e arcebispo de Nova York, Dom Timothy Dolan. Nela, recordou o “brutal atentado” e definiu-o como uma “tragédia tornada ainda mais grave pela reivindicação de seus autores de agir em nome de Deus”.
“Toda vida humana é preciosa aos olhos de Deus e não se deveria poupar nenhum esforço na tentativa de promover no mundo um respeito autêntico pelos direitos inalienáveis e pela dignidade dos indivíduos e dos povos em toda parte”, salientou o Pontífice.
Francisco
Também o Papa Francisco visitou o Ground Zero, em 25 de setembro de 2015. Durante um encontro inter-religioso realizado no local, o Pontífice argentino descreveu os atentados de 11 de setembro como “um ato insensato de destruição” e falou de uma “dor palpável”, “dilacerante”, que “deixa atônitos e clama aos céus”.
O Santo Padre exprimiu que “a lógica da violência, do ódio e da vingança pode causar apenas dor, sofrimento, destruição e lágrimas”. A vida, ao contrário, “está sempre destinada a triunfar sobre os profetas da destruição, sobre a morte”, porque “a reconciliação e a unidade vencerão o ódio e a divisão”.
Em setembro de 2021, quando os ataques completaram 20 anos, Francisco enviou uma mensagem a um evento em Bolonha, na Itália, sobre a paz entre as culturas e a compreensão entre as religiões. Nela, reiterou a necessidade do comprometimento com a paz.
Fonte: Canção Nova








