A missão da Igreja no mundo contemporâneo foi o tema da Audiência Geral do Papa Leão XIV nesta quarta-feira, 7, ao refletir sobre a Constituição Pastoral Gaudium et spes. O Pontífice segue no ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II.
Leão XIV começou recordando que a Igreja não está nem “acima” nem “ao lado” do mundo, mas inserida nele. Ela habita no mundo como sinal da encarnação de Deus e caminha na história no meio dos povos e culturas.
“A primeira missão da Igreja consiste em ajudar as pessoas a estar atentas às profundas interrogações da vida: aquelas que dizem respeito à nossa origem e ao nosso destino, assim como aquelas que se referem ao sentido do amor e da dor”, disse o Papa citando um trecho do documento.
A Igreja também contribui para a construção da cidade terrena, observou Leão XIV, mas seus métodos não são primariamente de ordem política: consistem no testemunho da fé e da caridade. Seus compromissos são em prol da justiça, da paz e da fraternidade.
“Adorando Cristo, o Justo que morreu pelos injustos, o crente não pode aceitar a opressão dos pequeninos e dos pobres, nem as estruturas injustas que perpetuam condições de dependência e injustiça. A Doutrina social da Igreja orienta a ação dos cristãos, que colaboram com todas as pessoas de boa vontade na promoção do bem comum.”
A missão de cada batizado
Para bem cumprir essa missão evangélica, o Pontífice ressaltou a necessidade do compromisso de cada batizado. Citando um ensinamento dos padres conciliares, ele lembrou que a separação entre fé professada e vida cotidiana está entre os mais graves erros.
O documento conciliar analisado pelo Papa dedica uma menção especial à missão dos fiéis leigos, chamados a animar o mundo com o espírito cristão e a visão do Evangelho. “Os principais lugares desta ação, que bem se pode dizer sacerdotal, são indubitavelmente a família e a atividade de trabalho, mas ela estende-se a todos os ambientes de vida.”
E uma vez presente no mundo, a Igreja está atenta ao que acontece na sociedade, concluiu o Papa. É tarefa de todo o Povo de Deus, acrescentou ele, sobretudo dos pastores e teólogos, fazer os devidos discernimentos sempre à luz da Palavra de Deus e da Tradição da Igreja. “Isto requer um espírito equilibrado e livre das modas culturais, capaz de olhar para o mundo de modo positivo e, ao mesmo tempo, firme na preservação e apresentação da mensagem evangélica na sua integralidade.”
Fonte: Canção Nova







