Cerca de mil crianças vão rezar o terço pela paz, numa ação promovida pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), na réplica da gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano, ao lado da residência do papa Leão XIV, em 1º de outubro.
Vindas de escolas e paróquias de Roma, as crianças fazem parte da iniciativa Um Milhão de Crianças Rezando o Rosário, promovida pela AIS.
Elas se unirão espiritualmente a crianças, famílias, escolas e comunidades cristãs de várias partes do mundo num encontro que dará início à semana mundial na qual essa proposta acontecerá.
Nesse período, qualquer diocese, paróquia, comunidade religiosa, escola ou família em várias partes do mundo pode aderir à iniciativa da maneira que melhor se adapte à sua realidade eclesial e aos seus planos pastorais. A semana termina em 7 de outubro, festa de Nossa Senhora do Rosário.
Inspirado na mensagem de Fátima
A campanha deste ano foi inspirada na mensagem que as crianças receberam em Fátima: “No fim, meu Imaculado Coração triunfará”. O cardeal Kurt Koch, presidente da AIS internacional e prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, disse que “o Imaculado Coração de Maria representa uma vida totalmente aberta ao Espírito Santo e apresenta Maria como modelo de fé, amor e oração”.
Para a AIS, “a iniciativa assume um significado especial num momento em que milhões de pessoas enfrentam guerra, violência, perseguição, pobreza e incerteza”. Assim, essa oração “pretende ser um sinal simples, mas universal, de confiança e esperança: crianças de diferentes línguas, culturas e países unidas na mesma oração pela paz”.
A origem: Padre Pio, há 20 anos na Venezuela
A iniciativa Um Milhão de Crianças Rezando o Rosário começou na Venezuela em 2005. Hoje, é um movimento de oração mundial que envolve crianças, famílias, paróquias, escolas e grupos eclesiais de todos os continentes, inspirado pelas palavras de são Pio de Pietrelcina, que disse que “quando um milhão de crianças rezarem o rosário, o mundo mudará”.
A AIS diz que o convite não é só para crianças e que não é essencial rezar um terço inteiro: “Mesmo uma única dezena, rezada com fé, pode fazer parte dessa corrente mundial de oração”.
A fundação pontifícia também fornece materiais de oração em vários idiomas e pede aos participantes que se registrem para que seja possível ver num mapa a rede de crianças que se unem em oração em diferentes países.
A iniciativa é organizada em colaboração com o santuário de Fátima, Portugal; a Rede Mundial de Oração do Papa e o Apostolado Mundial de Fátima. Este ano, o Dia Mundial do Rosário também adere à campanha pela primeira vez.
Bolívia, Sudão, Zimbábue e Paraguai
Às orações do papa Leão XIV e das crianças de Roma unir-se-ão as orações planejadas em várias partes do mundo, “da Amazônia boliviana às paróquias do Sudão, Zimbabué, Moçambique, Serra Leoa e muitos outros lugares afetados pela guerra, pobreza ou instabilidade”, disse a AIS.
No Sudão, um país em guerra, o padre Franck Mandozi, da região pastoral de Kosti, disse que crianças de várias paróquias e escolas participarão. Da comunidade indígena Tsimane, na Amazônia boliviana, a freira Patricia Alejandra Botello López disse que eles rezarão em sua língua nativa e em espanhol.
As crianças da paróquia de São Cristóvão, na arquidiocese de Bulawayo, Zimbábue, se reunirão no domingo, 4 de outubro, para rezar com o pároco, padre Charles Mafurutu, que viajará para outras comunidades nas semanas seguintes.
No Paraguai, a rádio Pa’i Puku planeja promover a iniciativa por meio de suas transmissões e retransmitir ao vivo o terço rezado pelas crianças na paróquia de Santo Eugênio de Mazenod.
Fonte: ACI Digital







