No dia 7 de outubro, a Fundação Pontifícia ACN — Ajuda à Igreja que Sofre convida crianças, famílias, escolas e paróquias de todo o mundo a participar da iniciativa “Um Milhão de Crianças Rezam o Terço”.
De comunidades em todo o Brasil a paróquias no Sudão, Moçambique, Zimbábue e Serra Leoa, os preparativos já estão em andamento para a campanha deste ano. No convite para participar da iniciativa, o Cardeal Kurt Koch, presidente internacional da ACN e prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade Cristã, lembra que o Imaculado Coração de Maria representa uma vida totalmente aberta ao Espírito Santo e apresenta Maria como modelo de fé, amor e oração.
O convite também coloca a campanha no contexto de um mundo marcado pelo conflito e pelo sofrimento, recordando as palavras de Cristo no Evangelho de João: “No mundo tereis tribulações. Mas animem-se: eu venci o mundo”. O apelo fala das realidades que hoje são vividas em tantos países: violência, guerra, pobreza e provações reais, mas também o extraordinário consolo que pode vir da oração.
As respostas que já estão chegando à ACN mostram como essa iniciativa global de oração pode se formar em contextos muito diferentes. O Assistente Eclesiástico da ACN Brasil, Frei Rogério Lima, irá rezar o Terço com as crianças em uma live transmitida no próprio dia 7, às 15 horas (horário de Brasília) no canal da ACN Brasil no Youtube.
No Sudão, onde a guerra continua causando enorme sofrimento à população, o Pe. Franck Mandozi, da Região Pastoral de Kosti, confirmou a participação de crianças de diferentes paróquias e escolas: “O Sudão e muitas outras partes do mundo precisam da intercessão de Nossa Senhora pela paz. Com essa intenção, encorajaremos as crianças de nossas paróquias e escolas a se juntarem a esta campanha”, escreveu ele para a ACN.
A milhares de quilômetros de distância, em uma comunidade indígena tsimané na Amazônia boliviana, a Irmã Patricia Alejandra Botello López explica que o Terço já está sendo rezado com as crianças tanto no idioma tsimané quanto em espanhol. “Já o rezamos em tsimané e em espanhol desde antes de 13 de maio, devido à situação dramática que temos vivido na Bolívia há vários meses. Agora vamos reforçar essa oração para nos unirmos espiritualmente a vocês”, explicou ela à ACN.
No Zimbábue, a Paróquia de São Cristóvão, na Arquidiocese de Bulawayo, reunirá as crianças no domingo, 4 de outubro. No entanto, para o pároco, Padre Charles Mafurutu, a iniciativa não terminará por aí. Nas próximas semanas, ele espera viajar para comunidades remotas e centros missionários espalhados pela paróquia, alguns a muitos quilômetros de distância, para reunir as crianças e rezar o Terço pela paz.
No Paraguai, a Rádio Pa’i Puku planeja não apenas promover a campanha nas ondas do rádio, como vem fazendo há vários anos, mas também transmitir ao vivo o Terço rezado pelas crianças da paróquia de São Eugênio de Mazenod e convidar famílias, paróquias, escolas e catequistas a se juntarem à iniciativa.
Mensagens semelhantes chegaram à ACN vindas da Etiópia, Moçambique e Serra Leoa, entre outros países. Elas vêm de lugares com realidades muito diferentes, mas compartilham a mesma convicção: em um momento em que as necessidades de tantas pessoas são imensas, a oração não é algo secundário. É necessária. A iniciativa nasceu na Venezuela em 2005 e desde então cresceu para um movimento mundial de oração envolvendo famílias, paróquias, escolas e grupos infantis em todos os continentes.
A campanha convida os adultos não apenas para incentivar as crianças a rezar, mas também a orar com elas. Como enfatiza a carta de convite, seja as crianças rezando sozinhas ou em grupo, rezando o Terço inteiro ou apenas um mistério, cada oração tem valor.
O Terço, explica o texto, conduz as crianças junto com Maria na vida de Jesus, enquanto a oração delas tem um poder especial porque é simples, confiante e aberta à graça de Deus.
A ACN disponibiliza materiais de oração para ajudar crianças, famílias, escolas e paróquias a participarem da campanha. Os participantes também são convidados a se registrar, para que o mapa da iniciativa possa mostrar novamente como crianças de diferentes países estão se unindo em oração pela paz.
Fonte: Canção Nova








