A Junta de Castela e Leão, Espanha, concentrou-se na causa da beatificação da rainha Isabel I de Castela, numa reunião com o arcebispo de Valladolid, Espanha, Luis Argüello, presidente da Conferência Episcopal Espanhola.
No encontro entre o arcebispo e o Ministro da Cultura, Turismo e Esporte, Alberto Díaz Pico, a diretoria manifestou seu “interesse em promover a comemoração do 5º Centenário do nascimento do rei Filipe II da Espanha (no ano que vem), e em dar atenção à causa de beatificação de Isabel a Católica e sua dimensão histórica e cultural”, segundo comunicado da junta divulgado ontem (27).
“Do mesmo modo, reafirmou-se o compromisso de continuar a colaborar com a Igreja na conservação, proteção e valorização do património eclesiástico de Castela e Leão, estudando modos de expandir e reforçar as linhas de apoio existentes”, diz o texto.
A declaração fala também sobre “a boa relação existente e a vontade de manter uma estreita colaboração em assuntos de interesse comum relacionados com a cultura, o patrimônio e a história de Castela e Leão”.
Isabel a Católica
Isabel I de Castela nasceu em Madrigal de las Altas Torres em 22 de abril de 1451, Quinta-feira Santa. Depois de ser reconhecida como princesa das Astúrias em 1468, casou-se com Fernando de Aragão em 1469 e teve seis filhos, dois dos quais morreram antes dela. Com a morte do rei Henrique IV, foi proclamada rainha em 1474, segundo a arquidiocese de Valladolid.
Em seu reinado, ela promoveu a conquista de Granada e a viagem de Cristóvão Colombo, que levou à descoberta da América em outubro de 1492. Ela também promoveu a evangelização e a proteção dos povos indígenas da América, proibindo a escravização deles. Ela morreu em 26 de novembro de 1504, vítima de câncer uterino.
O processo de beatificação de Isabel a Católica teve início em Valladolid em 1958 e a fase diocesana foi concluída em 1990, passando então para Roma.
Historiadores já examinaram favoravelmente a documentação, mas a opinião teológica sobre a natureza heroica das virtudes da rainha ainda está pendente. Assim que isso ocorrer, e depois da aprovação do papa, ela poderá ser reconhecida como venerável, aguardando um milagre para sua beatificação.
A associação Enraizados celebra uma missa todos os anos em memória de Isabel I de Castela. No manifesto que publicaram este ano, inseriram uma oração à Rainha: “Tenho medo, Senhor, de ter medo e não saber lutar. Tenho medo, Senhor, de ter medo e poder negar-Te. Peço-Te, Senhor, que na Tua grandeza não Te esqueças de mim. E que com o Teu amor me dês forças para morrer por Ti”.
Fonte: ACI Digital








