Dando sequência ao ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II, o Papa Leão XIV se dedicou, nesta quarta-feira, 2, à Constituição Pastoral Gaudium et spes. O encontro semanal com os fiéis foi realizado na Praça São Pedro.
O documento conciliar em questão aborda a relação da Igreja com o mundo contemporâneo, reconhecendo “uma nova ordem de relações humanas”, como definiu São João XXIII. A Constituição começa por declarar que a Igreja sente como suas “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem” (GS 1). “Essa partilha com a humanidade é o caminho que Cristo pede à Igreja”, afirmou Leão XIV.
“É uma partilha que nos convida a sair de toda a passividade e indiferença perante os acontecimentos, a história e a vida das pessoas, sobretudo perante a mudança rápida e profunda que hoje vivemos. Não é possível permanecer como espectadores desinteressados; pelo contrário, é preciso escutar com o coração, deixar-se interpelar, envolver-se.”
Nesse contexto, os fiéis são chamados a assumir as dificuldades dos irmãos, principalmente daqueles que são oprimidos pela injustiça, pela discriminação e pela violência. Assim, observou o Papa, a proximidade com a humanidade abre caminho a uma leitura mais profunda dos acontecimentos e da própria Revelação.
O compromisso com a conversão
Leão XIV explicou que o documento conciliar exortou a Igreja a um compromisso permanente de conversão e a desmascarar as contradições que caracterizam o mundo contemporâneo. Como exemplos, ele citou o progresso científico e tecnológico, que oferece sempre novas possibilidades, mas apenas a alguns, a desproporção na distribuição de riqueza e a ilusão de que a guerra é um caminho eficaz para construir a paz.
Em uma época de profundas mudanças, concluiu o Papa, a Igreja é chamada a servir o ser humano, escutando e acolhendo as questões mais profundas do seu coração e os anseios que nele habitam, indicando em Cristo «a chave, o centro e o fim de toda a história humana» (GS 10)”.
“Queridos irmãos e irmãs, que a alegria e a esperança – gaudium et spes – sejam as características distintivas de uma Igreja que anuncia e testemunha o Evangelho, aproximando-se das mulheres e dos homens do nosso tempo.”
Fonte: Canção Nova






