A Secretaria Geral do Sínodo publicou nesta terça-feira, 10, o Relatório Final do Grupo de Estudo n.5 sobre A participação das mulheres na vida e no governo da Igreja, dando sequência às publicações da última terça-feira, 3, daquele de n.3, sobre a missão no ambiente digital, e de n.4, sobre a revisão da Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis numa perspectiva sinodal missionária.
“Quando falamos do papel das mulheres na vida da Igreja, devemos estar cientes de que se trata, antes de tudo, de um fator de ordem cultural”, afirma o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo, ao acrescentar: “de fato, em muitas partes do mundo existem profundos desafios culturais que devem ser reconhecidos e enfrentados. Muitas vezes, o modo de viver a fé é determinado por certos aspectos culturais, mais do que pelos valores evangélicos. Nossa missão renovada é fazer da Igreja uma força que encarna o Evangelho nas culturas, promovendo o respeito pelos direitos de todos e a corresponsabilidade de acordo com a vocação de cada um. Isso requer coragem, acompanhamento e paciência para introduzir mudanças graduais a fim de preservar a comunhão eclesial, eliminar as discriminações e construir comunidades nas quais os dons e carismas de cada pessoa, homens e mulheres, sejam valorizados”.
O Relatório sobre a participação das mulheres
O Relatório Final do Grupo de Estudo n.5 é composto por três partes. Em primeiro lugar, uma breve reconstrução da história do Grupo de Estudo em questão e do método de trabalho. A segunda parte constitui uma síntese fundamentada dos temas que emergiram do aprofundamento sinodal. Essa parte é fruto da escuta das Consultoras do Dicastério, do trabalho das diferentes instâncias (Escritório Doutrinal, Congresso, Feria IV), da leitura das contribuições recebidas e de numerosos testemunhos solicitados pelo próprio Dicastério.
É uma parte que também apresenta uma reflexão a partir “da base”, ouvindo a experiência e as contribuições de mulheres que exercem funções de responsabilidade na Igreja, para discernir o que o Espírito Santo está operando e inspirando. Entre os temas-chave: o reconhecimento de que a “questão feminina” constitui um autêntico sinal dos tempos, através do qual é o próprio Espírito Santo que interpela a Igreja; uma atenção própria da sinodalidade às Igrejas locais, com suas culturas e contextos concretos e diversificados; uma abordagem relacional que valoriza a dimensão carismática da presença das mulheres na vida eclesial; uma análise das escolhas concretas feitas pelos Papas Francisco e Leão XIV, cuja decisão de confiar a mulheres cargos de governo na Cúria Romana representa um modelo sobre o qual toda a Igreja é chamada a refletir.
Por fim, a terceira parte consiste em um amplo apêndice de catalogação do vasto material que o Dicastério recebeu e reuniu, organizado em seis partes: 1) Figuras femininas no Antigo e no Novo Testamento; 2) Figuras femininas relevantes na história da Igreja; 3) Testemunhos atuais de mulheres que participam da liderança da Igreja; 4) O Princípio Mariano e o Princípio Petrino. Um olhar crítico; 5) O poder eclesial; 6) A contribuição do Papa Francisco e do Papa Leão XIV sobre o papel das mulheres na vida e na liderança da Igreja.
O Relatório Final está disponível em italiano e inglês, e a breve síntese em cinco idiomas, como no próprio português, no site da Secretaria Geral do Sínodo: www.synod.va
Fonte: Canção Nova







