01 Jul 2026
Maria Medianeira

A partir da descrição dos fatos de Caná, esboça-se aquilo em que se manifesta concretamente esta maternidade nova, segundo o espírito e não somente segundo a carne, a solicitude de Maria pelos homens, o seu ir ao encontro deles, na vasta gama das suas carências e necessidades. Em Caná da Galileia torna-se patente só um aspecto concreto, pequeno aparentemente e de pouca importância, da indigência humana (" Não têm vinho"). Mas é algo que tem valor simbólico: o ir ao encontro das necesidades do homen significa, ao mesmo tempo, introduzi-las no quadro da missão messiânica e do poder salvífico de Cristo. Dá-se, portanto, uma mediação: Maria põe-se de permeio entre o Filho e os homens, na realidade das suas privações, das suas indigências e dos seus sofrimentos. Põe-se de permeio, isto é, faz de mediadora, não como estranha, mas na sua posição de mãe, consciente de que como tal pode ou antes, "tem o direito de " - tornar presentes ao Filho as necessidades dos homens.

João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater