Ó Imaculada Virgem e mãe de deus, Rainha e Senhora do Mundo... Vede como se poderá dizer que amo a Deus se, vendo o meu irmão na necessidade, não correr em seu auxílio? Qual a minha caridade se, sabendo que no caminho há ladrões e assassinos que roubam e matam os vioadantes, não correr a avisá-los? Que caridade tenho se não disser nada, ao ver os lobos a matar as ovelhas do meu patrão? qual a minha caridade, se estiver calado, enquanto incendiam a casa de meu Pai? Não se pode ficar de braços cruzados, minha Mãe, em tais ocasiões.Não, não me calarei, embora saiba que me farão em pedaços. Pedirei auxílio, gritarei, a fim de se pôr remédio a tão grande mal.
Embora me sinta destituído de todas qualidades naturais, não importa, enviai-me, Desta forma se verá melhor que tudo é graça.
Santo António Maria Claret, Autobiografia

