Nesta quinta-feira, 5, o Papa Leão XIV presidiu, no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana, a missa em sufrágio dos cardeais e bispos que faleceram ao longo do ano. O Pontífice reiterou aos fiéis a mensagem de fé na ressurreição.
Citando um trecho do Evangelho de João (Jo 12, 26), Leão XIV destacou o chamado a seguir Jesus. Trata-se de um caminho que não poupa de provações e sofrimentos, mas traz a promessa de comunhão sobre a qual a morte não tem poder. “Quem segue Cristo, de fato, torna-se seu servo e sempre estará lá onde Ele está, justamente porque O seguiu no caminho”.
A oração neste dia de hoje pelos cardeais e bispos que já faleceram é um convite a refletir sobre o valor espiritual da recordação, pontuou o Papa. Dois aspectos, em especial, marcam esse sufrágio: a esperança na ressurreição e a comunhão dos santos.
Leão XIV lembrou que a comunhão vivida na terra, por mais que seja marcada por limitações e falhas, não cessa se for colocada nas mãos de Deus. Um exemplo disso vem do relato de Judas Macabeu, presente na liturgia da celebração. Após a morte em batalha de alguns companheiros, culpados por idolatria, Judas os confiou à misericórdia de Deus e ofereceu por eles um sacrifício para que fossem absolvidos do pecado.
“O gesto de Judas é, antes de tudo, um ato de fé, pois ele oferece seu sacrifício ‘na firme confiança de que os mortos ressuscitariam’. À luz de Jesus, que é o próprio autor da ressurreição, também nós rezamos por nossos falecidos em virtude desta grande esperança que nos é dada no Mistério Pascal.”
Memória dos mortos não se reduza a nostalgia
Outro ponto destacado pelo Papa na homilia foi que rezar pelos falecidos significa celebrar a vida: primeiro, a vida ressuscitada de Cristo, depois, a nossa, que ressuscita Nele.
“Não deixemos, portanto, que a recordação dos falecidos se reduza à mera nostalgia: na fé, meditemos sem medo sobre o mistério da morte, porque o Senhor está vivo, nos espera e já preparou um lugar para nós na casa do seu Pai”.
E é em comunhão com os santos que a Igreja celebra este ato de confiança e esperança, concluiu o Papa. Isso porque a Igreja é um mistério de comunhão entre Cristo, a cabeça, e seus membros, uma comunhão que une aqueles que já contemplam a face de Deus e os que ainda estão na caminhada.
“Em Cristo, a morte não desfaz os laços, mas os transfigura numa nova dimensão, que só pode ser compreendida no mistério do seu amor, doado até o fim na cruz e derramado após a vitória pascal.”, concluiu.
Fonte: Canção Nova







