Este reconhecimento presta homenagem ao seu empenho científico e ao seu contributo para a preparação face às emergências sanitárias. Sublinha também a importância da investigação e da cooperação internacional na salvaguarda da saúde global – sublinhou o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo, citado pela revista italiana “África”.
Segundo a Agência Congolesa de Informação, ACI, o percurso destes dois cientistas estão ligadas a um dos momentos mais marcantes da história moderna das doenças infeciosas: o surgimento do Ébola em 1976, ou seja, há 50 anos.
Na região isolada de Yambuku, situada na atual ProvÍncia do Equador, República Democrática do Congo, Muyembe, então jovem médico, teve de enfrentar uma febre hemorrágica mortal sem dispor de equipamento adequado. Conduziu a investigação de campo e recolheu as amostras iniciais. Em Antuérpia, Piot participou na análise destas amostras e na identificação do vírus Ébola. Este contributo fundamental constitui um marco importante na história da virologia e da epidemiologia das doenças infeciosas.
Figura de destaque no Instituto Nacional de Investigação Biomédica (INRB) da República Democrática do Congo, Muyembe tem-se afirmado, desde então, como o arquiteto da resposta congolesa às epidemias. “Estou feliz por poder servir a humanidade”, declarou, dedicando o Prémio, que foi entregue em Berlim, na segunda-feira 12 de outubro 2026, à colaboração entre o INRB e o Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia.
O Prémio Virchow é uma distinção internacional que reconhece indivíduos, cujo trabalho contribui significativamente para melhorar a saúde das populações e combater as grandes ameaças à saúde.
Fonte: Vatican News






