8ª Semana do Tempo Comum 1Pd 2,2-12
2Como crianças recém-nascidas, desejai com ardor o leite espiritual que vos fará crescer para a salvação,
3se é que tendes saboreado quão suave é o Senhor.
4Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus;
5e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
6Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido.
7Para vós, portanto, que tendes crido, cabe a honra. Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo.
8Nela tropeçam porque não obedecem à palavra; e realmente era tal o seu destino.
9Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa.
10Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus; vós que outrora não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.
11Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos da carne, que combatem contra a alma.
12Comportai-vos nobremente entre os pagãos. Assim, naquilo em que vos caluniam como malfeitores, chegarão, considerando vossas boas obras, a glorificar a Deus no dia em que ele os visitar.
8ª Semana do Tempo Comum Sl 99,2.3.4.5
Resposta: “Com canto apresentai-vos diante do Senhor!”
2Servi o Senhor com alegria. Vinde, entrai exultantes em sua presença.
3Sabei que o Senhor é Deus: ele nos fez, e a ele pertencemos. Somos o seu povo e as ovelhas de seu rebanho.
4Entrai cantando sob seus pórticos, vinde aos seus átrios com cânticos; glorificai-o e bendizei o seu nome,
5porque o Senhor é bom, sua misericórdia é eterna e sua fidelidade se estende de geração em geração.
8ª Semana do Tempo Comum Mc 10,46-52
46Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu.
47Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”.
48Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!”.
49Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem! Levanta-te, ele te chama”.
50Lançando fora a capa, o cego ergueu-se de um salto e foi ter com ele.
51Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que te faça?” “Rabôni” –, respondeu-lhe o cego – “que eu veja!”. *
52Jesus disse-lhe: “Vai, a tua fé te salvou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.
Comentário:
Gritava ainda mais — Bartimeu era um cego que via. À passagem de Jesus, reconheceu-o como Messias libertador, que vem dar vista aos cegos. Antes de ser curado já o aclama, salta como se já o visse. Na simplicidade e retidão da sua fé, o cego saltou ao encontro de Jesus e chegou primeiro do que os sábios e inteligentes. Apesar de cego, viu o que estava oculto aos escribas e doutores. Felizes olhos!
A fé é o grito que supera todas as vozes, mais forte que o ruído das razões e dos sentidos. O materialismo grosseiro nos repreende; cobardias e falsas prudências nos dissuadem. O grito «filho de David» incomoda agora, como há de incomodar depois no triunfo de Ramos. Mas Bartimeu não se cala e grita ainda mais alto. A fé não está encadeada, «é a força que vence tudo» (1Jo 5,4).
Jesus chama-nos. Em resposta, deitemos fora a capa de orgulhos e egoísmos, que nos envolvem e põem à margem do essencial. Façamos da nossa fé um salto para o coração de Deus, um grito a interrogar multidões. A fé nos salva e nos cura, pela confiança inabalável na palavra de Deus. Aprende-se no sofrimento. Os sobressaltos da vida, os repentes da graça nos fazem ser e crescer. Como o cego, sigamos a Cristo no seu caminho, indo com Ele até à cruz.
«Senhor, que eu veja»!

