14 Fev 2026

São Cirilo e São Metódio 1Rs 12,26-32

26E disse consigo mesmo: “Pode bem ser que o reino volte para a casa de Davi.

27Se o povo subir a Jerusalém para oferecer sacrifícios no Templo do Senhor e o seu cora­ção se voltar para o seu senhor, Ro­boão, rei de Judá. Eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá”.

28Depois de ter refletido bem, o rei mandou fazer dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Basta de peregrinações a Jerusalém! Eis aqui, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito”.*

29Pôs um bezerro em Betel e outro em Dã.

30Isso foi uma ocasião de pecado, porque o povo ia até Dã para adorar um desses bezerros.

31Jeroboão construiu também templos em lugares altos, onde estabeleceu como sacerdotes homens tirados do meio do povo e que não eram levitas.

32Instituiu também uma festa no oitavo mês, no décimo quinto dia do mês, à semelhança da que se celebrava em Judá e subiu ao altar. Fez o mesmo em Betel, sacrificando aos bezerros que tinha mandado fazer. Estabeleceu igualmente em Betel sacerdotes para os lugares altos que tinha edificado.

São Cirilo e São Metódio Sl 105,6-7a.19-20.21-22

Resposta: “Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!”

6Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniquidade, praticamos o mal.

7Nossos pais, no Egito.

19Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido.

20Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno.*

21Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito,

22maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho.


São Cirilo e São Metódio Mc 8,1-10

1Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, e não tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse:

2“Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer.

3Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe!”.

4Seus discípulos responderam-lhe: “Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto?”.

5Mas ele perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” “Sete” –, responderam.

6Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo.

7Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los.

8Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos.

9Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.

10E, embarcando depois com seus discípulos, foi para o território de Dalmanuta. 

Comentário:

Ficaram saciados — Foi o amor misericordioso que nos pôs a mesa, compadecido das nossas fomes e cansaços. No coração do Pai há sempre mesa posta para os filhos, que vieram de longe, de fugas a cativeiros. Fizemos a experiência dolorosa da aridez e vazio do deserto, onde não há pão para tanta fome de bem e de verdade. As fomes de Deus não se saciam com migalhas de bens falíveis e restos de ilusões terrenas. É preciso ir ao deserto aprender a coragem de esperar, a sabedoria de depender.

“Sete pães e alguns peixes”. E pouco, mas basta. Deus aprecia-nos tanto que pede a nossa colaboração para a seu projeto, na obra da natureza e da graça. Aproveita as pequenas migalhas do nosso esforço para nos saciar a fome; os restos dos nossos fracassos, para fazer em nós e por nós grandes coisas. Convida o homem a plantar e regar, para vir Ele depois fazer crescer e dar frutos.

A Eucaristia é multiplicação dos pães, que a Igreja reparte hoje ao mundo, como fizeram os discípulos naquela tarde. Com o corpo e sangue de Cristo, sacia-nos todas as fomes de amor e de justiça. Quanto mais fome tiver, mais serei saciado. A Eucaristia é o manjar da nossa fome, o alimento que nos conforta ao entardecer de tudo. Os sete cestos que sobraram são um convite de Jesus para pedirmos ainda mais, na certeza de que quanto mais Ele der, mais sobra. Não há no mundo fome para tanto Pão!

Pão da Vida, vem saciar-nos!