São Filipe Néri 1Pd 1,10-16
10Esta salvação tem sido o objeto das investigações e das meditações dos profetas que proferiram oráculos sobre a graça que vos era destinada.
11Eles investigaram a época e as circunstâncias indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava e que profetizava os sofrimentos do mesmo Cristo e as glórias que os deviam seguir.
12Foi-lhes revelado que propunham não para si mesmos, senão para vós, essas revelações que agora vos têm sido anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho da parte do Espírito Santo enviado do céu. Revelações essas que os próprios anjos desejam contemplar.
13Cingi, portanto, os rins do vosso espírito, sede sóbrios e colocai toda vossa esperança na graça que vos será dada no dia em que Jesus Cristo aparecer.
14À maneira de filhos obedientes, já não vos amoldeis aos desejos que tínheis antes, no tempo da vossa ignorância.
15A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito:
16Sede santos, porque eu sou santo (Lv 11,44).
São Filipe Néri Sl 97,1-2.3-4
Resposta: “O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante a nações.”
1Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória.*
2O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos.
3Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus.
4Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.
São Filipe Néri Mc 10,28-31
28Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos”.
29Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho
30que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições – e no século vindouro a vida eterna.
31Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros”.
Comentário:
Cem vezes mais – As medidas de Deus são o amor que nos tem. Dando-se todo, dá-nos tudo. A sua grande recompensa consiste no dom de si mesmo. As renúncias que fazemos não são para ficarmos vazios. Se deixámos tudo, como Pedro e os discípulos, foi para possuirmos tudo. Por um pouco que deixámos, adquirimos, em troca, o que nunca olhos viram, nem ouvidos escutaram.
A pobreza evangélica é Cristo pobre. Segui-lo e imitá-lo é o admirável comércio, em que tudo se arrisca para tufo ganhar. Para quem segue a Cristo todo mundo é seu, pertence-lhe por direito próprio. Quando existe e acontece vive e trabalha para mim. Renunciar, esvaziar-se é a maneira evangélica de possuir e ser senhor. Deixar tudo por Cristo e pelo Evangelho, abre-nos as portas para as riquezas do Reino.
A recompensa começa agora. Quanto maior for a renúncia, maior será o prêmio, no tempo presente e no futuro. Há uma alegria secreta, um gosto inefável no fato de ser pobre. Também as «perseguições» são prêmio e recompensa. Privações e provações, nos trazem em tensão permanente na busca do essencial; são o salário e o seguro de vida eterna. Onde não houver «perseguição» fica a paga incompleta. Fracassos e contradições são a misteriosa recompensa, um gosto novo que tempera a vida e faz render cem vezes mais.
Senhor, ensina-me a fazer-me último para ser primeiro!

