A graça do CHARIS para a Renovação Carismática

Pentecostes

        A Renovação Carismática Católica surge na Igreja há um pouco mais de 50 anos como uma graça especial do Espírito Santo. Nada foi planejado, mas cada um dos participantes do final de semana de Duquesne(17-19/01/67) trazia no coração o desejo profundo de uma maior experiência com Deus. Isso aconteceu espontaneamente na capela da casa de retiro A Arca e a Pomba, localizada, por uma coincidência divina, no andar de cima, como a sala do cenáculo, em Jerusalém. Patti Gallagher Mansfield, uma das estudantes presentes neste glorioso dia, conta que no sábado a noite haviam programado uma festa de aniversário, porém todos haviam sido atraídos para um outro lugar: “ Não creio que alguém tenha feito parar a festinha de aniversário do andar térreo, mas em cerca de uma hora muitos dos estudantes estavam na capela rezando. O Espírito Santo tinha-os conduzido para a verdadeira Festa de Aniversário, a do “Salão de Cima”. Assim como a Igreja nasceu em Pentecostes numa sala situada no andar superior, o mesmo sucedeu com a Renovação Carismática Católica, nascida, de igual forma, num salão de cima, num cenáculo. Deus estava se movendo majestosamente.”[1]

        No Pentecostes de Jerusalém “estavam todos  reunidos no mesmo lugar.”(Atos 2,1);  no Pentecostes, do final de semana de Duquesne, todos foram atraídos pelo Espírito Santo para estarem juntos na capela. Esta é a primeira e fundamental revelação e lição para manter viva a chama de Pentecostes: a comunhão, a unidade.

O cardeal Kevim Farrel – prefeito do Dicastério para os leigos, família e a Vida – na reunião de apresentação do CHARIS, em junho de 2019, em Roma, disse: “quando se fala do CHARIS, a primeira coisa a salientar é que a idéia provém diretamente do papa Francisco…o objetivo do Santo Padre não era organizacional, mas pastoral…o testemunho que a Renovação Carismática dá à Igreja é mais eficaz quando é um testemunho de unidade e de serviço… o CHARIS servirá a Renovação Carismática Católica..afim de evitar as tentações recorrentes de buscar diversidade sem unidade e de buscar unidade sem diversidade.”

O Pe. Raniero Cantalemessa, no mesmo encontro da  do CHARIS, inicia a sua reflexão dizendo: “Parto da convicção, compartilhada por todos nós e frequentemente repetida pelo Papa Francisco, de que a Renovação Carismática Católica (RCC) é “uma corrente de graça para toda a Igreja”. Se a RCC é uma corrente de graça para toda a Igreja, temos o dever de explicar a nós mesmos e à Igreja em que consiste esta corrente de graça e porque ela é destinada e necessária a toda a Igreja.”

        Para explicar em que consiste esta corrente de graça é necessário estar vivendo esta experiência que é muito mais do que uma nova espiritualidade entre tantas outras, o papa São João Paulo II disse: “é uma renovação da Igreja, na Igreja.” A Renovação Carismática Católica é uma graça de Deus para aprofundar e entender de um modo mais amplo o batismo no Espírito, o exercício dos carismas, o serviço da pregação da Palavra e o ir até quem esta distante de Cristo.

Desde o seu início a Renovação Carismática experimentou a verdade das palavras do Senhor Jesus a Nicodemos: “O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito”.(Jo 3,8). A corrente de graça não se limitou somente a uma dimensão, mas dela nascem os grupos de oração, as novas comunidades (vida-aliança), associações com trabalhos de comunicação (rádio, tv, editoras…), escola de evangelização, ministérios. Uma riqueza dada para estar a serviço de toda a Igreja, como ensina São Paulo em 1Cor 10,17: :”Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos comungamos do mesmo corpo.”.

É necessário abrir os horizontes da nossa mente e coração, assim como de todas as expressões desta corrente de graça, nascidas da Renovação Carismática Católica. Para tanto, Pe. Raniero disse no encontro do CHARIS: “que a vida nova é a vida trazida por Cristo… Ela é, portanto, dom, antes que um dever, um “fato”, antes que um “deve ser feito”… Por séculos, insistiu-se tanto na moral, no dever, no deve ser feito para conquistar a vida eterna, a ponto de se inverter a relação e se pôr o dever antes do dom, fazendo da graça o efeito, ao invés da causa, das nossas boas obras.”

        O CHARIS não é um orgão de governo, mas de serviço. Deste modo, ninguém deve ser invadido pela impressão de que tudo esta sendo mudado, para começar de novo. Este não é o espírito do CHARIS. Em Apc 21,5 lemos: “Eis que eu renovo todas as coisas.”. Renovar não é destruir e nem colocar remendos. Porém, Pe. Raniero Cantalamessa afirma: “Um novo Pentecostes, para ser realmente tal, deve acontecer na profundidade que nos revelou o Apóstolo; deve renovar o coração da Esposa, não apenas o seu vestido… a Renovação Carismática precisa ela mesma se renovar, e a isso quer contribuir a instituição da CHARIS.”

E por fim, é importante a palavra do papa Francisco no lançamento do CHARIS: “Hoje começa uma nova etapa neste caminho. Uma etapa marcada pela comunhão entre todos os membros da família carismática, na qual se manifesta a poderosa presença do Espírito Santo para o bem de toda a Igreja”

CHARIS – serviço internacional de comunhão – tem a missão de convidar toda a corrente de graça a sentar junto para partilhar a riqueza recebida do Espírito, por meio dos mais diferentes carismas, buscando meios para realizar juntos a missão dada pelo papa Francisco:

– levar para toda a Igreja o batismo no Espírito;

– ecumenismo

-trabalho com os pobres.

Pe. Alexandre Awie, secretário do Dicatério para os Leigos, a Família e a Vida

Em nível local, nos diferentes países, que mudanças acontecerão? Mudarão as atuais estruturas locais da Renovação Carismática?

Awi – Os estatutos de CHARIS estabelecem a constituição em cada país de um Serviço Nacional de Comunhão que reúna, na maior medida possível, todas as realidades carismáticas do país, sem que nenhuma delas predomine sobre as demais. Em alguns países, o estabelecimento deste serviço será uma verdadeira novidade, porque até agora algumas expressões da Renovação Carismática têm convivido, mas sem cultivar uma real comunhão entre elas, às vezes inclusive, se ignorando ou se excluindo mutuamente. Em outros países, a estrutura existente já é uma estrutura de verdadeira comunhão. Neste caso não há nada a mudar. Corresponderá a CHARIS ajudar a configurar estes diferentes serviços nacionais.

 

Vale a pena recordar a reflexão sobre a Torre de Babel, de Pe. Raniero Cantalamessa, na celebração dos 50 anos da Renovação Carismática no Circo Máximo:

“Os construtores de Babel não eram, como se pensava há algum tempo, ímpios que pretendiam desafiar Deus, algo equivalente aos titãs da mitologia grega. Não, eram homens piedosos e religiosos. A torre que queriam construir era um templo à divindade, um daqueles templos feitos em terraços sobrepostos, chamados zigurates, dos quais ainda restam ruínas na Mesopotâmia.

Então, onde estava seu pecado? Escutemos o que dizem entre si ao porem mãos à obra: “E disseram: ‘Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra’ ” (Gn 11,4). Martinho Lutero faz uma observação esclarecedora a propósito destas palavras:

“Construamo-nos uma cidade e uma torre’: construamos para nós – não para Deus (…). ‘Façamos um nome’: façamo-lo para nós. Não se preocupam para que o nome de Deus seja glorificado, eles estão preocupados em engrandecer o próprio nome”[2].

Em outras palavras, Deus é instrumentalizado; deve servir à sua vontade de potência. Pensavam, talvez, segundo a mentalidade do tempo, que oferecendo sacrifícios a partir de uma maior altitude, poderiam arrancar da divindade vitórias sobre os povos vizinhos. Eis porque Deus é forçado a confundir suas línguas e mandar pelos ares o projeto deles.

Isso faz, de um só golpe, a experiência de Babel e de seus construtores muito próxima a nós. O quanto das divisões entre os cristãos foi devido ao desejo secreto de fazer-nos um nome, de nos elevarmos acima dos outros, de tratar com Deus a partir de uma posição de superioridade em relação aos demais! O quanto foi devido ao desejo de fazer para si um nome, ou de fazê-lo em nome da própria Igreja, mais do que a Deus! Eis aqui a nossa Babel!”

[1] Patti G. Mansfield, Como um novo Pentecostes, Edições Louva a Deus, pág 47-48

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VIVER A QUARESMA: CONFISSÃO, TRABALHO E TESTEMUNHO – 3°PARTE

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A quaresma é um tempo precioso de renovação espiritual, purificação, cura e libertação. O importante é deixar-se guiar pelo Espírito Santo, com o desejo de viver estes conselhos. Deus quer falar ao seu coração. Leia todos os 7 conselhos (eles estão nos posts anteriores), dê a sua opinião e compartilhe com seus amigos. BOA QUARESMA!

5° SACRAMENTO DA CONFISSÃO

Quantos católicos, pelos motivos mais diversos, tem dificuldade de entender o valor e a necessidade do sacramento da confissão-reconciliação. Alguns acham ser este sacramento desnecessário, fora de moda. Porém, é através do sacramento da confissão que Jesus continua a dar a quem vai a Ele o perdão dos pecados, devolvendo a certeza do amor de Deus e a força para não mais pecar. E Ele quis fazer isso através daqueles a quem deu o poder de agirem em Seu nome, os ministros da Igreja (os padres): “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.”(Jo 20,23). A conversão desejada por Jesus não é somente voltar para a Igreja. Isso é importante, mas o essencial da conversão é a mudança de mentalidade, coração e atitudes. Significa viver aquilo que afirmamos crer. Movidos pelo Espírito Santo, somos atraídos ao estilo de vida do evangelho, abandonando tudo o que entristece a Deus. Papa Francisco aconselha: “Coloquemos novamente em destaque com convicção o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar com a mão a grandeza da misericórdia. Será para cada penitente fonte de verdadeira paz interior.”. Uma boa confissão se prepara com oração pedindo a luz do Espírito Santo e fazendo um exame de consciência, isto é, refletir sobre aquilo que nos tenha afastado de Deus.

6° A SANTIFICAÇÃO DO TRABALHO

Para as pessoas de modo geral o trabalho é simplesmente um meio para buscar o sustento. Neste sentido o objetivo principal é o pagamento no final do mês. O trabalho tem estas duas dimensões, porém, para o cristão existe algo a mais, conforme Col 3,17 “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” Quando o trabalho é importante parte de uma vida santificada, torna-se canal para tornar presente Deus no mundo. O trabalho bem feito manifesta a consciência de sermos representantes de Deus e colaboradores na construção da civilização do amor. O trabalho feito somente por obrigação, com omissão ou interesse não reflete o efeito da verdadeira oração. A oração do coração, guiada pelo Espírito Santo nos da consciência de que todas as nossas atividades ou trabalhos são oportunidade para dar testemunho da nossa fé. Para Deus não importa se o trabalho é caseiro, simples ou se é de grande responsabilidade e exige capacitação especial. Vale entender serem a oração e o trabalho parceiros espirituais. Rezar bem significa também levar a presença de Deus para o trabalho. E assim se realiza a benção de Prov 16,3 “Confia teus negócios ao Senhor e teus planos terão bom êxito.”

 ANUNCIAR JESUS

 Quem se revestiu da roupa do homem novo, lavado no sangue de Jesus e esta cheio do Espírito Santo, não é capaz de guardar somente para si tão grande graça. O maior serviço que prestamos a Deus e ao próximo é o de apresentar Jesus para quem esta distante. Não se trata de um simples convite para a pessoa vir a Igreja, mas primeiro testemunhar – falar da obra de Jesus na própria vida. Isso para fazer com que a pessoa entenda que estamos anunciando que Jesus esta vivo. Por isso, é necessário falar como era a vida antes de encontrar Jesus, e como é agora. Este foi o caminho seguido por São Paulo diante do rei Agripa: perseguia os cristãos, aprovava quando sentenciados à morte, maltratava-os…. Um dia tudo mudou. Na estrada de Damasco, indo para mais uma missão contra os cristãos, São Paulo ouve uma voz: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 26,14). Ao perguntar quem era ” o Senhor respondeu: “Eu sou Jesus a quem persegues.”(Atos 26,15). São Paulo se converte, fica cheio do Espírito Santo(Atos 9,17-19) e começa imediatamente a anunciar Jesus. Não devemos ter medo de dizer: “Jesus mudou a minha vida, e Ele quer também mudar a sua vida.”. Se a pessoa aceitar, faça uma oração por ela, com estas ou outras palavras: ” Jesus eu te apresento……..quero pedir que o Espírito Santo renove a sua vida.” Faça um instante de silêncio. Junto com a pessoa reze: ” Senhor Jesus, eu necessito de ti, arrependo-me dos meus pecados, quero começar uma vida nova, eu te aceito como meu Senhor e Salvador.” E aí é o momento de convidá-lo para ir a Igreja, apresentá-lo ao padre e ajudá-lo a crescer na fé.

Oração para a Quaresma

Pai nosso,
que estais no Céu,
durante esta época
de arrependimento,
tende misericórdia de nós.

Com nossa oração,
nosso jejum
e nossas boas obras,
transformai
o nosso egoísmo
em generosidade.

Abri nossos corações
à vossa Palavra,
curai as nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo.

Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas
por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém

 

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VIVER A QUARESMA: MISSA E MISERICÓRDIA

7 CONSELHOS SIMPLES PARA VIVER A QUARESMA – 2° PARTE

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3° MISSA DIÁRIA E COMUNHÃO

Este propósito nem sempre é possível a todos. Neste caso, como exceção, existe a possibilidade de ler com o coração as leituras da missa, meditá-las e fazer a oração de comunhão espiritual. Porém, se podemos, nada substitui a presença física na missa celebrada em uma igreja. O preceito da missa dominical é fundamental na vida de todo católico. A missa diária é o alimento da fé prolongado por toda a semana. Em certa ocasião, Santa Teresa de Ávila perguntou a Nosso Senhor: “Senhor meu, como posso te agradecer? Jesus respondeu: ‘’ASSISTA A UMA MISSA”. Temos que ir à missa como o enfermo vai ao médico. Então receberemos o melhor dos tratamentos. O Dr. Jesus diz em Jo 6,56: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”

 4° PRÁTICA DA MISERICÓRDIA, RECONCILIAÇÃO…

Se existe uma pessoa com quem você tem dificuldade de relacionamento, causado por você ou pela outra pessoa, a quaresma é o momento de cura e libertação mais propício para exercer o perdão. Nem sempre a outra pessoa aceitará, mas o nosso coração não pode cultivar e manter o sentimento negativo do ressentimento. Nestes casos o conselho de Jesus é: “amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem.”(Mt 5,44). Se a responsabilidade é nossa: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.” (Mt 5,23-24). O cristão cheio do Espírito Santo resgata almas, por maiores que tenham sido os erros de uma pessoa. Se Jesus não tivesse perdoado a mulher pecadora, ela seria humilhada, ao invés de ser restaurada pela compaixão de Jesus. (Jo 8). E se o nosso passado nos entristece, lembremos do remédio de Deus, nas palavras do Sl 102,9-11: “Ele não está sempre a repreender, nem eterno é o seu ressentimento. Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos castiga em proporção de nossas faltas, porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os que o temem;”.

Oração para a Quaresma

Pai nosso,
que estais no Céu,
durante esta época
de arrependimento,
tende misericórdia de nós.

Com nossa oração,
nosso jejum
e nossas boas obras,
transformai
o nosso egoísmo
em generosidade.

Abri nossos corações
à vossa Palavra,
curai as nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo.

Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas
por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém

 

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7 CONSELHOS SIMPLES PARA VIVER A QUARESMA

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A cada dia estarei postando novos conselhos para enriquecer a prática espiritual deste tempo tão forte do amor de Deus: a Quaresma.

 1° ORAÇÃO

Hoje em dia a vida se desenvolve em um ritmo alucinante. Estamos demasiados ocupados com tanta coisa, e então dizemos: não tenho tempo. Santa Teresa de Ávila nos ensina: “oração é um trato de amizade com Deus… Se Deus me escuta, eu também devo escutar a Deus”. A quaresma é tempo para reaprender a viver na presença de Deus. A nossa vida somente será uma oração, se o dia começa com o encontro pessoal com Deus. E aí dizemos, como o jovem Samuel: “Fala, Senhor, teu servo escuta.”. A melhor forma para ter tempo para rezar é começando a rezar. Não importa onde, como, quanto tempo. É necessário começar do jeito que podemos, como nos ensina Jesus em Lc 18,1: “é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.”. Nesta caminhada de crescimento espiritual também ajuda redescobrir a força da visita semanal ao Santíssimo Sacramento. Significa entrar em uma igreja e ficar um tempo diante do sacrário ou do Santíssimo exposto no altar.

2° PALAVRA DE DEUS

A fé é despertada pelo meio mais simples, e pouco entendido por muitos: ler, meditar, ouvir e viver a Palavra de Deus. Ela nos leva seguir o chamado de Deus. Abraão partiu depois de ouvir a voz de Deus (Gn 12,1ss; Hbr 11,8), assim começou a história da salvação, tornando-se nosso pai na fé. Um dos problemas da vida espiritual mais sérios esta em não entender as palavras de Tiago 1,22-24: “Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos.Aquele que escuta a palavra sem a realizar assemelha-se a alguém que contempla num espelho a fisionomia que a natureza lhe deu:contempla-se e, mal sai dali, esquece-se de como era.”. Depois de ler é necessário dizer: “Ensina-me a entender Tua Palavra, quero praticá-la hoje.”. Através das leituras diárias da missa, unidos à Igreja, podemos fazer a nossa meditação pessoal da Palavra. Durante o dia recorde a Palavra lida. Depois da missa ou de uma pregação, durante a semana, pergunte: O que Deus falou pelas leituras, homilia da missa ou pelas pregações do encontro? Tenha um diário espiritual para anotar as inspirações de Deus vindas pelo ouvir a Palavra.

autor: Padre Alberto Gambarini

Oração para a Quaresma

Pai nosso,
que estais no Céu,
durante esta época
de arrependimento,
tende misericórdia de nós.

Com nossa oração,
nosso jejum
e nossas boas obras,
transformai
o nosso egoísmo
em generosidade.

Abri nossos corações
à vossa Palavra,
curai as nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo.

Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas
por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém

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