A missão da famÍlia

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Foram beatificados em Lisieux na França, Luis Martin e Zélia Guérin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus. Exultem os leigos, os casais e as famílias. A santidade não é privilegio de alguns. O matrimonio e a família são espaços de santificação.

O pai era relojoeiro. A mãe trabalhava com rendas. O casal era de missa diária, muita oração, confissão freqüente e participava da vida paroquial. Tiveram nove filhos. Quatro morreram prematuramente.Três tornaram-se carmelitas. Teresinha entrou no Carmelo aos 15 anos. Hoje é a tão amada e venerada Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeira das Missões.

Aos 45 anos de idade morre Zélia (1877), vitima de um tumor no seio. Luis fica viúvo com 54 anos e dirige sozinho a família. Teresinha tinha quatro anos e meio. Era a caçula. Luis morreu em 1894 de invalidez e perda das faculdades mentais. Pais santos, geram filhos santos. Pais zelosos, filhos ótimos. Este princípio é sempre válido, ou seja, “bons pais criam ótimos filhos”.

A relação pais e filhos é o grande trunfo e triunfo da vida humana. Teresinha sentia-se cercada de amor pelos pais. Eis o segredo do seu extravasamento de amor por Deus, pela Igreja e pelas missões. A oração e o colo dos pais, os valores ensinados e vividos por Luis e Zélia fizeram os filhos transbordar de amor fraterno e experimentar a doçura e a profundidade do amor de Deus. Só os amados, amam; só os amados mudam.

Toda a tarde ia dar um pequeno passeio com papai, escreve Santa Teresinha: ‘Fazíamos juntos a visita ao Santíssimo Sacramento. Papai gostava de me encarregar de levar esmola aos pobres. No fim do dia dava boa noite a papai e recebia um beijo. Eis um pequeno retrato da infância de Teresinha. A família é chamada a ser ninho da vida e comunidade de amor.

No ano 2001, o Papa João Paulo II beatificou o casal Luis e Maria Beltrame Quattrochi. Eis um sinal dos tempos, uma elevação da família,uma luz para a vida matrimonial, uma honra para todos os leigos e leigas. A santidade é acessível a todos. A família é o tesouro de nossas vidas, é patrimônio da humanidade, é o ninho, o sacrário da vida e do amor. Vida sim,aborto não. Família sim, divorcio não.

No dia 16 de maio de 2004 foi canonizada em Roma pelo Papa João Paulo II, Santa Gianna Beretta Molla. Ela foi membro atuante da Ação Católica desde a adolescência, formou-se em medicina (1949). Aos 39 Ação Católica que tinha câncer no útero. Decidiu salvar a criança que trazia em seu seio e veio a falecer. “Salvem a criança, pois tem direito de viver e ser feliz”, disse ela aos médicos. Nasceu Gianna Emanuela. A mãe deu a vida pela filha. Na cerimônia de sua canonização em Roma estavam presentes seu marido Pietro Molla, as filhas Gianna Emanuella, Laura e o filho Pierluigi, e santa Gianna Beretta Molla foi proclamada “Mãe de Família”.

Os casais beatificados, a canonização de Santa Gianna, o Encontro Mundial das Famílias no México, a Peregrinação Nacional da Família no dia 24 de maio de 2009 no Santuário de Aparecida, constituem fortes sinais dos tempos em favor da sacralidade da vida, da defesa da família. A Comissão Episcopal para a Vida e a Família fazendo ecoar a Campanha da Fraternidade sentiu-se impelida a proclamar: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30, 19).

Todos pela vida, todos pela família que são os mais sagrados tesouros da humanidade. Tanto a pessoa como a sociedade precisam da família que é um verdadeiro “útero cultural e espiritual”. Lares não se improvisam. Por isso, o namoro e noivado constituem etapas decisivas na preparação para o casamento. A família é a alma do mundo, artífice de uma nova civilização.”

Meyr Andrade
Missionária da Comunidade Shalom

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